Fonte: Autoria própria
Os participantes não demonstraram dificuldades produzir as atividades.
Alunos protagonistas da aprendizagem, resolviam problemas em cooperação mútua, recorrendo ao professor apenas em casos mais complicados.
Alunos motivados, sempre dispostos a produzir as atividades.
Alunos engajados no desenvolvimentos das atividades, preocupados em realizar e concluir corretamente cada atividade.
Professor mediador: Trabalho docente menos desgastante, mais motivador e enriquecedor.
Aprendizagem natural dos objetos matemáticos envolvido.
Aprendizagem democrática: Participantes que na aula tradicional apresentavam um comportamento de apatia ou dificuldades em compreender os objetos matemáticos, demonstraram o mesmo envolvimento e compreensão os outros participantes.
Quem já trabalhou de forma mais constante com informática educativa sabe que,
de modo geral, é verdade que alunos ou professores [...] ganham novo ímpeto com
o uso da informática, [...] Há indícios superficiais, entretanto, de que "tal motivação"
é passageira. Assim, um dado software [...] pode, depois de algum tempo, se tornar enfadonho.
(BORBA; PENTEADO, 2024, p.15)
Foi observado nos últimos encontros do projeto que alguns alunos apresentavam certo desgaste com o método, mas foi contornado pelo fato das duas últimas atividades serem diferenciadas, enquanto as atividades gerais eram construções no GeoGebra clássico orientado por apostilas as duas últimas foram interativas e produzidas no GeoGebra atividades, parecendo-nos indicar a necessidade de ciclos diferenciados de práticas, de modo a revigorar a motivação do grupo. Levando-se em consideração a observação de Borba e Penteado, parece-nos que histórico de desmotivação, típico de grupos de alunos em defasagem idade-série. não ter fator preponderante neste acontecimento, ficando portanto, esse dado, para estudos futuros.
Uma segunda questão, já observada no estudo sobre o gráfico de funções do segundo grau, é a obsessiva preocupação em não produzir erros na atividade, criando situações de "corrupção do sistema", uma possível herança do ensino tradicional, onde o erro é tratado como um estorvo, algo a ser produzido pelos menos capazes.
É necessário ainda ressaltar, que, a persistente falta de estrutura e pessoal na grande maioria das escolas brasileiras, é um fator dificultante à realização de práticas pedagógicas com o uso das tecnologias digitais (BORBA; PENTEADO, 2024, p.24,25). A completa falta de apoio técnico, espaço apropriado, acesso de qualidade a internet, excesso de estudantes, dentre outros, além de desmotivadores para o professor, muitas vezes tornam praticamente inviáveis as práticas pedagógicas com tecnologias digitais, pois é inviável o professor sozinho assuma tantas demandas simultaneamente, é necessário compreendermos que, ao contrário que muitos pensam, o uso do computador na educação não visa reduzir custos mas oportunizar novas maneira de ensinar e aprender.