Projeto apresentado no V Encontro Nacional Online de Professores que Ensinam Matemática (V ENOPEM) em 23/07/2024
Fonte: Autoria própria
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Este projeto foi um amadurecimento de concepções de aprendizagem que remonta meu tempo de estudante secundarista (ensino médio). Foi durante meu primeiro ano, lá no idos de 1985, quando estudava no Colégio Central da Bahia, no centro da cidade de Salvador, que, por meio de um curso particular, tive meus primeiros passos na programação de computadores, e rapidamente percebi a potencialidade que a programação dava para compreender os conteúdos escolares de matemática, e de outras disciplinas afins.
Desde o primeiro ano na programação, procurei compreender melhor a computação gráfica e sua relação direta com a matemática. Mesmo em uma época em que a resolução gráfica dos monitores era muita baixa, já experimentava construir, manipular e compreender, por experimentação, os gráficos de funções, e construção de formas elementares com uma circunferência por meio de sua equação. Tudo era mais encantador, desafiador e enriquecedor no processo de busca da aprendizagem desses conceitos quando aplicado os recursos computacionais.
Lembro, ainda no período inicial do curso de programação, ter lido um artigo, de uma revista intitulada "Microcomputador Curso Prático", sobre o professor Seymour Papert e a linguagem LOGO, esse artigo embasou toda as minhas concepções sobre o assunto. Trabalhar em educação estava longe dos meus objetivos a época, o que, junto com muitas outras coisas, deixaria todas as propostas mais ligadas a minha própria aprendizagem que a concepção de desenvolver um método de aprendizagem mais geral.
Apenas no ano de 2005, já como professor de matemática, na Rede Pública de Educação da Bahia, no município de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador, faria a primeira investida prática em uma aprendizagem por meio do uso de computadores. Essa tentativa foi feita no período da implantação dos primeiros laboratórios de informática nas escolas baianas, mas como quase todo projeto implantado nas escolas brasileiras, faltava muita coisa, dentre elas, a compreensão, pelos responsáveis, de que computadores somente tem utilidade quando dotados de softwares(programas) orientados ao trabalho que se propõe realizar, os computadores apenas tinham alguns softwares de escritório, e quase nenhum suporte para manutenção. Nesse contexto, desenvolvi um programa próprio para o ensino de funções do primeiro e segundo grau, na linguagem Visual Basic da Microsoft.
A experiência foi razoavelmente bem sucedida. Dentre alguns fatores que considerei positivo, cito a possibilidade dos estudantes compreenderem melhor a relação entre a lei de uma função e seu gráfico e a possibilidade do aluno ser sujeito ativo na sua aprendizagem, resultando em um sujeito colaborador do processo de aprendizagem do grupo. No entanto, a falta de infraestrutura, da escola, associada ao pouco conhecimento geral, que se tinha, sobre as possibilidades de ensino com as tecnologias digitais e o fato de termos estudantes com pouco acesso e habilidades com as tecnologias digitais (era 2005), adicionado a meu limitado conhecimento sobre teorias de ensino e aprendizagem, comprometeram muito a eficácia do projeto.
Mais alguns anos se passaram, os recursos tecnológicos melhoraram (as escolas, quase nada.) e a vontade de voltar a experiências das aprendizagens com recursos computacionais se manteve. Com a necessidade de ensinar por recursos digitais, trazida pelo processo da pandemia de COVID-19, os governos investiram, em certa medida, em recursos, os estudante, que podiam, melhoraram seus conhecimentos no uso dos dispositivos e nós, professores, tivemos que nos atualizar em alguns conceitos e conhecimentos, nesse contexto, surgiu a proposta de TCC para o curso Matemática na Prática, do Instituto Federal da Bahia, 2021, ao qual participava, aproveitando que a aplicação do GeoGebra foi um dos temas tratados como metodologia para o ensino da matemática, apresentei a minha proposta, um versão melhorada e fundamentada da minha velha proposta aplicada em 2005.
A grande coincidência, é que, novamente, estava ensinando no Município de Simões Filho, muito próximo a antiga escola, onde apliquei a primeira proposta desse projeto. Com novos recursos e novos conhecimentos, ainda como muitas dificuldades estruturais, obtive resultados bastante promissores para as novas propostas pedagógicas para a aprendizagem da matemática.
Camaçari, 15/10/2022.